Vivemos o "tempo do oba, oba" no futebol. Reclama-se o ano inteiro que o calendário judia demais dos jogadores, prejudicando os profissionais e o futebol brasileiro na sua totalidade. Mas é só acabarem os jogos oficiais, para os próprios jogadores tratarem de organizar as tradicionais peladas de fim de ano. Todo o dia estão mostrando futebol na televisão, sob as mais variadas desculpas, geralmente filantrópicas.
Ontem mesmo tinha bola rolando pra todos os gostos. Na Bandeirante, a aparentemente decadente Seleção Brasileira Feminina jogou novamente contra a Dinamarca, num inexpressivo torneio. Jogo ruim a bessa.
No SporTV, a "marmelada" arranjada por Ronaldo e Zidane, com muitos nomes famosos. A mistura é total. Tem velhos como Zico, novos como Lucas, craques que já pararam, meninos que estão começando e tem até jogador de futsal no meio, como o Falcão. É lógico que surgem jogadas bonitas, porque os caras que estão ali sabem jogar futebol. Mas não há emoção de verdade, não há jogo pra valer.
O máximo que eu aguentei foram cinco minutos em cada partida. Não sei como é que ainda tem gente que se emociona vendo este circo do futebol.
Quem sou eu

- Flavio Campos
- Gaúcho de Pelotas, com experiência jornalística internacional, atuando em Rádio, TV e Jornal por mais de 40 anos. Cobriu duas Copas do Mundo (EUA e França), nove edições da Copa América e os Jogos Olímpícos de Atlanta (EUA), entre outros eventos importantes. Idealizador dos Jogos de Inverno Intersociedades de Londrina. Compositor premiado em diversas edições do Festival de Música de Londrina na década de 70.
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O gauchão, não se trata de emoção. Prefiro ver o Zico com 58 anos, jogando 05 ou 10 minutos, do que ver o tal de Paolo Guerrero, jogando 90 minutos, contando com os 02 gols no mundial.
ResponderExcluirZico, sempre Zico, me remete ao passado, me faz lembrar seu toque refinado na bola, coisa que já não se vê hoje em dia.
TATO - 22/12/2012