Apenas um consórcio apresentou proposta e obteve o direito de explorar por 35 anos o campo de Libra, no pré-sal da bacia de Campos, que consumirá R$ 400 milhões em investimentos nesse período. As autoridades brasileiras garantem que ficaram satisfeitas, mas o tão badalado leilão teve um gostinho de derrota. Esperava-se que no mínimo 40 ou 50 empresas do mundo inteiro viessem ao Brasil para tentar participar. Mas o processo atraiu apenas 11 empresas interessadas. Gigantes do setor de petróleo, como as americanas Exxon Mobil e Chevron e as britânicas Britsih Petroleum e British Gas, não apareceram. E espanhola Repsol, que estava inscrita, desistiu horas antes do leilão ser iniciado. Acho que os "grandes" devem ter pensado bem e concluído: "Não vamos negociar com esses brasileiros, que gostam muito de baixarias. É melhor não mexer com eles." Algo mais ou menos assim.
O resultado foi bom para a Petrobrás, que liderou (40%) o consórcio integrado pela anglo-holandesa Shell (20%), a francesa Total (20%) e as chinesas NPC (10%) e CNOOC (10%). Logo após o leilão, a Ibovespa já anunciou que as ações da Petrobrás estavam disparando.
Mas pela grande espectativa que se estabeleceu, o leilão realizado no Hotel Windsor Barra, no Rio, ficou muito aquém do que todos esperavam. Só não faltou a "palhaçada" que vem marcando todos os eventos que se realizam no Brasil, com quebra-quebra, mascarados e aquele monte de vagabundos que sempre apanha da polícia no final. A praia foi fechada, naquela região da Barra da Tijuca, mas mesmo assim os caras apareceram. Afinal, eles não têm o que fazer mesmo, é gente que não trabalha. Acabou sobrando para um carro da Record, que foi virado pelos baderneiros, e um banheiro químico, que foi incendiado. Mas muito pilantra saiu com a cara rebentada.